Rotas Pedestres
Passeio Pedestre
A Rota das Bogas nas Margens do Rio Paiva
Co-organização:

Datas dos próximos percursos:
21 Junho 2008, 10h00 (+ almoço)
12 Julho 2008, 17h00 (+ jantar)
9 Agosto 2008, 17h00 (+ jantar)
25 Outubro 2008, 16h00 (+ almoço)
Sujeito a marcação prévia (Tels. 232 728 330 / 961 548 791) e ao pagamento de 10 euros (inclui passeio, seguro e almoço ou jantar, consoante a data)
Duração: +/- 2h30m
Dificuldade: Fácil / Média. Percurso circular, alternando entre pedras, água e caminhos. Os percursos realizados no Verão incluem o atravessamento do rio Paiva.
Distância: +/- 3 km
Trazer calçado confortável, mochila, garrafa de água, chapéu, roupa leve e adequada à época, um casaco é aconselhável (na serra o tempo é imprevisível). Para o atravessamento do rio Paiva é aconselhável trazer calçado de borracha (ou impermeável).

“O Paiva é um afluente do Douro (o maior da margem esquerda) e nasce na serra do Leomil, na Beira Interior (concelho de Moimenta da Beira), para, serpenteando por entre montes e vales, se precipitar no Rio principal, já muito perto de Castelo de Paiva.
O Paiva, como afluente, é um rio de dimensões consideráveis, principalmente no Inverno. Uma miríade de sub-afluentes (ribeiros), vindos quer da Arada (margem esquerda), quer do Montemuro (margem direita), nele desaguam, dando-lhe um aspecto caudaloso e, por vezes, assustador em tempo de grandes cheias. O maior deles é, sem dúvida, o Sonzo, que, nascendo no Montemuro, entra no Paiva a montante de Nodar, a algumas centenas de metro da centenária ponte. É um ribeiro com bastante peixe, sobretudo trutas, o que o classifica como sendo um viveiro que alimenta o próprio Paiva. Vários moinhos de água, pertencentes a Nodar, agora parados e em ruínas, construídos em épocas ancestrais e desconhecidas, davam ao Sonzo uma personalidade muito própria, tornando-o indispensável para a vida das pessoa da aldeia, visto que era aí que moíam o milho, em grande parte do ano, para a sua subsistência.
Mais de metade da população piscícola que vive nas águas do Rio é constituída por bogas. A seguir, e também em grande quantidade, vêm os barbos. As trutas (as famosas trutas do Paiva), as enguias e os bordalos são os restantes e talvez os mais apreciados pela gastronomia da região.
Sempre se praticou a pesca artesanal e amadora, com rede e chumbeira, em Nodar. Era inevitável essa prática levada a cabo sempre que os trabalhos do campo o permitiam, dada a proximidade que existe entre a aldeia e o Rio. Aliás, pode dizer-se que a alimentação dos seus residentes, em parte, sempre esteve dependente do Paiva.”
(Excertos de textos de Norberto Gomes da Costa)
O trajecto, que dura cerca de duas horas e meia, acompanha, quase na sua totalidade as margens do rio Paiva, chegando até à confluência deste com o afluente Sonzo, que vem da serra de Montemuro onde, se o caudal o permitir, atravessaremos o Paiva até à outra margem (já no concelho de Castro Daire).
A acompanhar-nos neste percurso contamos com a presença de um dos pescadores de Nodar que nos falará sobre a relação das pessoas com o rio e particularmente com as tradições ligadas à pesca e aos peixes que se apanham (trutas, bogas, barbos, enguias), dos homens e mulheres que galgavam a serra de Montemuro com canastros à cabeça para vender sardinhas vindos de Boaças (aldeia junto ao rio Douro) e dos almocreves que utilizavam esta ponte para passar as mercadorias…
Teremos também a presença do Luís Costa, presidente da associação cultural local, que nos falará da história de Nodar, da ponte, curiosamente ele que é ainda descendente do “brasileiro” que a mandou edificar em 1889, de como foi esta construída, da portagem que existia até duas gerações atrás e de como a dita ponte sobreviveu.
Mapa do percurso (clicar na imagem para ver com mais detalhe):

