Flora

A flora de Nodar é bastante complexa, sendo um misto de flora serrana e ribeirinha. Nas encostas da serra, mas praticamente no fundo da serra predomina o pinheiro (Pinus pinaster), acompanhado do carvalho-roble ou carvalho-alvarinho (Quercus robur) e do castanheiro (Castanea sativa). Ainda se encontram alguns sobreiros (Quercus suber L.), espécie que já foi mais predominante no passado (vidé nomes de algumas aldeias na região: Sobrado, Sobradinho…).


(Um sobreiro junto a Nodar. Foto de Luís Costa)

Nas margens dos ribeiros e do rio Paiva predomina o amieiro (Alnus glutinosa), o salgueiro (Salix spp.), a borrazeira branca (Salix salvofolia), a borrazeira preta (salix atrocinerea) e o freixo (Fraxinus angustifolia). As zonas mais altas apresentam uma vegetação arbustiva, onde predomina o tojo (Ulex spp) e as urzes, como a urze vermelha (Erica australis), a urze branca (Erica arborea), a queiró (Erica umbellata), sargaço branco (Cistus psilosepalus), a giesta branca ou giestas das serras (Cytisus multiflorus), e os fetos (Asplenium spp.).

A carqueja (Pterospartum tridentatum), encontra-se por toda a serra. Existe uma espécie pouco vulgar nesta região, que é o piorno bravo (Echinospartum lusitanicum), uma espécie vulnerável que se encontra na parte sul da Serra de Montemuro. Esta espécie floresce no início do mês de Junho. As espécies arbóreas variam consoante a formação geológica, como por exemplo, o azevinho (Ilex aquifolium), que é uma espécie rara e protegida, o amieiro e o salgueiro.

A Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva publicou recentemente um folheto com uma lista exaustiva da flora existente ao longo do curso do rio Paiva, muita da qual se pode observar na zona de Nodar.

Clicar para abrir o folheto: